terça-feira, 24 de junho de 2014

Quatro dias em Buenos Aires

Seguindo posts de viagens de quatro dias, agora em Buenos Aires.

Compramos um pacote pela CVC para 5 dias e quatro noites em Buenos Aires (18 a 22/6). O quinto dia praticamente morto, pois o embarque era às 6h55, no Ezeiza, que dá uns 40 min do microcentro. Isso significava sair do hotel às 4 horas da manhã. 

É preciso racionalizar o tempo para render e aproveitar ao máximo.


Informações básicas: 
O vôo Porto Alegre/Buenos Aires leva de 1h20 a 1h40.

Há dois aeroportos: o Aeroporto Jorge Newberry, conhecido como Aeroparque (AEP)- a 7km do micro centro- dá uns 15 a 20 minutos, dependendo do trânsito. Fica dentro da cidade.

E o Aeroporto Internacional Ministro Pistarini, mais conhecido como Ezeiza (EZE), a 22km da cidade. Calcule de 40 min a uma hora para chegar ou sair dele.
O embarque pelas Aerolíneas Argentinas no Ezeiza é pelo portão C e acho que o Free Shop grande fica onde estão os portões A e B, pois vimos um Free Shop com pouca coisa. 

Antigamente havia uma taxa de embarque no Ezeiza, que só podia ser paga em dólar. Hj não precisa mais, vem no preço da passagem.

Atualmente o que vale a pena levar pra Buenos Aires é dinheiro: pesos argentinos e REAIS. O real é aceito em quase todos os lugares, restaurantes e lancherias. Está muito bem cotado.

A variação do câmbio é grande: o real variava de 3 a 5.5 pesos por real. E o dólar, de 7.5 a 11 pesos por dólar.

Não vale a pena fazer câmbio no aeroporto. Só se for emergência.

Algumas coisas só em "efectivo", ou seja, só no dinheiro local.

Sempre esteja preparado para imprevistos!!

Estávamos com tudo preparado para descer no Aeroparque, que é mais perto do centro turístico, agendamos o transfer pra nos pegar um pouco mais tarde para passar no Free Shop com tempo, e aí acontece!!! Não colocaram a mala da minha filha na esteira e foram com ela embora naqueles carrinhos de trazer as malas. E a gente vendo a mala e ela ir embora por uma porta de vidro à prova de som. Batemos, gritamos e nada! Não queira passar por isso.

Foi uma saga, nos atrasou, não conseguimos passar no Free Shop. Um corre-corre, mas conseguimos resgatar a mala.

Em meio a isso, lembramos do transfer, que ia nos pegar na saída do desembarque internacional e já estávamos atrasadas pelo horário combinado.

Encontramos uma pessoa gentil nos esperando com aquela plaquinha que dá um alívio, pois vemos o nome na placa e tudo começa a se encaminhar.

Minha filha pegou a indicação do receptivo em um blog e repasso, pois foi ótimo, organizado e pontual.
http://www.aguiarbuenosaires.com 

Tem página tb no Facebook:
https://www.facebook.com/aguiarbuenosaires?fref=ts

Dessa vez deixamos para pensar no roteiro de passeios lá, pois já conhecíamos a capital e buscamos outras alternativas além dos pontos turísticos. Só sabíamos que queríamos fazer o Zôo Lujan e agendamos antecipadamente com a empresa.


Nossa programação para o primeiro dia foi sair às compras na Florida, almoçar, mais comprinhas e caminhada no Microcentro.

Para o segundo dia, marcamos o Lujan.  É um zôo diferente. Uma grande área em um parque, onde há de tudo, de galinhas a tigres. Fica a 70 Km de BA. É um local descampado. Estava muito frio, mas um dia lindo de sol. Veja no final do post nossas observações sobre a polêmica do Lujan.

O pessoal da Aguiar Buenos Aires providenciou transfer, ingressos e guia para nos acompanhar no zoo.

Ainda dá pra chegar no fim do dia, e aproveitar o Puerto Madero à noite.




No terceiro dia saímos cedo para ir até a Casa Rosada. Chegando lá, descobrimos que era feriado comemorando o Dia da Bandeira e tinha apresentação da guarda. Um extra inesperado.


Dali, seguimos até o Puerto Madero para fotografar de dia. Isso tudo é perto. Dá umas dez quadras do Obelisco. De lá, pegamos um táxi e fomos ao Jardim Japonês (que abre às 10h). Fica no bairro de Palermo, um dos bairros chiques da capital.
É pequeno, mas um lugar que transmite muita paz. 

As corridas de táxi são baratas. Os taxímetros saem de 12,50 pesos. 




Comentamos com o taxista que queríamos ir ao MALBA (abre às 12h) e ele nos indicou também o Museu Nacional de Belas Artes, um dos mais lindos que já vi. Tudo em Palermo.




As gordinhas do Bottero e o quadro da Frida Kalo no MALBA. 

 






Há outras obras famosas como o Abaporu, da Tarsila do Amaral e obras de Diego Rivera.
Do MALBA segue-se caminhando até a Flor de Buenos Aires e dali se chega ao MNBA.


 






Saindo dali seguimos caminhando até a Recoleta, outro bairro chique e badalado da cidade. Vale a pena tomar um chá na Pani e (re)visitar o Cemitério da Recoleta.  


Isso foi uma coisa interessante que vimos no Buenos Aires Design: é mais ou menos como refeição de piquenique. Tem uma barraca vendendo milho verde, pão, carne, vegetais, e mesas com bancos. Há talheres nas mesas, as pessoas servem-se do que querem e lancham coletivamente. Uma opção interessante pra quem não quer gastar muito. 



Comemos num restaurante dentro do Mall que não foi barato e achamos a comida ruim, além da demora para devolver a conta com o cartão de crédito. E isso é uma coisa que incomodou, pois sempre alertam para que em viagem a gente não se afaste do cartão.
Não peça bife de lomo à milanesa. Você pensa naquele bifão e vem uma chapinha fina de carne muito seca, parecendo bife empanado de supermercado.

Falando em cartão, uma coisa que nos impressionou, foi que nossos cartões eram de chip, e aqui no Brasil só passa com a senha (pin). Lá, passava direto com a tarja, nem conferiram assinatura e só pediram documento em alguns lugares. É de preocupar se te roubam o cartão. Fica o  alerta.


É óbvio que não dá pra ir a Buenos Aires sem passar pela Galerias Pacífico e pela Calle Florida, o calçadão (peatonal). Além do lugar ser lindo, tem muita coisa pra agradar aos olhos.



 E as banquinhas de flores sempre encantam com aquela variedade de cores.






No quarto dia fizemos uma caminhada pela Av 9 de julho até o Teatro Colon e arredores, voltamos ao Obelisco, pegamos o metrô (Subte) linha B e fomos até a estação Carlos Gardel, onde fica o Abasto Shopping.
Muito bonito, mas fomos tirar fotos dentro e um segurança veio avisar que o shopping não permitia fotos dentro. Pediu desculpas e explicou que era a política do local. Tem uma área infantil fantástica, até com roda gigante, e um Museu da Criança, um espaço para as crianças explorarem conceitos da física, das ciências, da matemática, com brinquedos interativos. (só abre às 14h)
Como lá ainda é Av. Corrientes, resolvemos voltar a pé até o Obelisco (dá umas 21 quadras), mas vale a pena para quem se dispõe a caminhar. Dá umas 20 quadras até o Obelisco, mas há muitas lojas pra olhar e umas esculturas pra tirar umas fotos divertidas.

 


 


No caminho da corrientes encontramos um peruano vendendo Inka Kola, refrigerante que conhecemos no Peru.


Buenos Aires é uma capital que não tem como se perder, pois é só se localizar pelo Obelisco.







À tarde fomos novamente ao Microcentro. Aqui encontramos um restaurante de parrilla que nos satisfez o desejo do bife argentino: El Gaucho.
Era dia do jogo da Argentina e havia muitos vendedores desses adereços de jogos pela rua.

Quando a Argentina venceu o jogo, inflaram um Cristo enorme, referindo que viriam para ganhar do Brasil!


 E ainda conseguimos ir à noite num show no teatro El Nacional: um espetáculo semelhante ao Cirque du Soleil. Lindo demais!



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 O que vimos no Lujan

    

 



 

É um zoológico polêmico, pois muitos alegam que os animais são sedados para que os humanos entrem nas jaulas.



Polêmicas à parte, descrevo o que experimentamos.


Primeiro: se quiser ir, tem que ter paciência, pois é tipo fila na Disney (todos os dias): você espera uma hora na fila  de cada felino pra passar a mão, mas é uma experiência indescritível.


Segundo: periodicamente eles dão um leitinho e em seguida o bicho dorme. Mas eles garantem que qualquer veterinário pode ir a qualquer momento fazer exame nos animais que não vão encontrar nada.


Terceiro: vimos animais selvagens que se incomodavam mais com a galinha ou a lhama fora da jaula, do que com as pessoas dentro delas.


Quarto: o mais incrível!!! Cada jaula de felino tem cachorros!!!!! dentro da jaula, junto com os animais. 
O que eles relatam é que criam os felinos junto com cachorros para que fiquem mais calmos, e que os cachorros monitoram as mudanças de humor dos felinos e sinalizam. 

Foi realmente o que vimos. Cães brincando com tigres e dividindo jaulas com leões e tigres. Filhotes de leões brincando com filhotes de cachorro. Uma coisa incrível!!!


 


Dá pra ver o cão dormindo abaixo do tigre???

Fica uma sensação estranha ver aqueles animais tão passivos quando sua natureza é selvagem. E também pena, porque é muita gente os estressando, mas parece que eles já se acostumaram a isso. 
O leão mais velho tem 18 anos, e a expectativa de vida de um leão é de 15 a 20 anos. Os outros dois que ficam na jaula, são filho e neto desse mais velho.




Eles informam que o zôo foi pensado para fazer socioterapia com portadores de necessidades especiais e enquanto estávamos lá vimos um grande grupo chegando, acompanhado de terapeutas.


Algumas dicas são importantes: não pode entrar com pelos ou peles dentro das jaulas, nem mantas. A entrada nas jaulas não é cobrada, mas os treinadores gostam de uma propina (gorjeta).


Os treinadores orientam como se aproximar dos animais.

Na área dos animais exóticos (iguana, cobra e araras) não é permitido fotografar. Eles oferecem uns pacotes com fotos que valem a pena. Tiram fotos de todas as jaulas, menos do leão e uma hora antes de ir embora você passa no local das fotos e compra um CD com fotos dos animais tiradas por eles e outras do zoo que você não consegue ver se não dá tempo. 




Fica em torno de 50 reais e vale a pena, pois mesmo que se tire fotos, na hora, dentro das jaulas dá um certo temor e é melhor alguém tirando fotos pra você.




Tem restaurante no local com um bom almoço (130 pesos) e um assado na brasa onde fazem um pão campeiro com carne dentro.
Não imagine um zoo tradicional. Dizem que só brasileiro gosta de ir lá, mas pra conhecer vale a pena. É uma experiência única.

As lhamas andam soltas e vêm atrás de comida, ficando bem próximas.
Isso é uma lhama querendo comer meu casaco!!


Dá pra dar frutas pro elefante e cenoura pro dromedário.

Esse passeio pede um dia inteiro. Saímos 9 da manhã. Dá mais ou menos uma hora de deslocamento, através de uma auto-pista.
A volta ocorre lá pelas três e meia. Ainda dá tempo de chegar no hotel, tomar um banho e fazer mais uma programação leve à noite.
Não aconselho fazer em dia de chuva, pois todo o caminho é de terra. Fez muito frio na época que fomos. É bom levar um agasalho.
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2 comentários:

Cíntia Mabilde disse...

Regina, vi sem querer voce divulgar o link no face e vim dar uma olhadinha! Adorei seu blog!
Tinha visto as fotos da Mari, mas a narrativa é muito importante para quem pensa em visitar o lugar.
Um beijo e ótimas viagens para voce!!!

Chalderson Oliveira disse...

também fiz os passeios com Aguiar turismo, foi tudo muito tranquilo, tudo pontual, bruna sempre atenciosa desde a chegada até o ultimo dia!